A automedicação é contraindicada, em contrapartida, o consumo de medicamentos aumentou na pandemia

A automedicação é contraindicada, em contrapartida, o consumo de medicamentos aumentou na pandemia

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A pandemia aflorou nas pessoas uma necessidade de emergência em procurar por tratamentos alternativos, junto com isso, veio também o hábito questionável de consumir medicamentos sem prescrição médica. No último ano, segundo pesquisa realizada pela Universidade Estadual de Campinas e o Instituto Febrafar, o setor farmacêutico teve um aumento de 16,2%. 
 
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Esses números nos trazem uma questão muito importante a ser discutida: as pessoas estão consumindo medicamentos excessivamente, e essas substâncias, quando consumidas de forma irresponsável, podem acarretar sérias consequências para a saúde. 
 
 
Muitas dessas pessoas têm utilizado a internet como uma fonte de consultas sobre saúde e passaram a comprar medicamentos influenciados por matérias, fóruns e experiências que são relatadas nas redes sociais. O perigo está no caso de pessoas que se automedicam para tratar possíveis sintomas perigosos, que, inclusive, podem agravar o quadro. 
 
A automedicação é considerada um ato de autocuidado
 
A Organização Mundial da Saúde (OMS) considera a automedicação como um ato de autocuidado, por isso, existem recomendações para que sintomas leves e quadros simples sejam tratados pelo próprio paciente. Por exemplo, se a pessoa sente uma leve dor de cabeça ou cólica, ela pode se automedicar tranquilamente, o que vale é a observação para verificar se os sintomas irão se agravar ou não. 
 
No mundo farmacêutico, existem os Medicamentos Isentos de Prescrição (MPIs), que têm a venda liberada sem a prescrição médica para o tratamento de sintomas como os citados. 
 
Mesmo nesse tipo de situação, na qual cabe um tratamento com MPIs, é preciso observar alguns pontos:
 
Há a persistência dos sintomas mesmo após a utilização desses medicamentos? 
Junto com os MPIs, o paciente está utilizando outro tipo de medicamento de uso contínuo? 
É preciso ter em mente que o uso de MPIs podem agravar uma doença pré-existente. 
 
No Brasil, desde a regulamentação em 2013, os farmacêuticos podem prescrever medicamentos, portanto, a consulta com esse profissional é válida, porém, o cliente deverá ficar atento ao consumo de medicamentos desnecessários, é preciso contar com um senso crítico nessas situações. 
 
Desse modo, recomenda-se a consulta com um farmacêutico de confiança, que tenha habilidades técnicas válidas e que seja devidamente certificado. Caso contrário, o consumo de medicamentos inadequados para determinado estado de saúde pode trazer uma série de prejuízos para o seu organismo.