Os casos de burnout durante a pandemia

Os casos de burnout durante a pandemia

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Estamos vivendo em uma época na qual os assuntos acerca da saúde mental têm ganhado bastante evidência. Um dos objetivos é conscientizar as pessoas sobre a importância do autocuidado no que diz respeito à saúde emocional. No ambiente profissional, as pessoas estão cada vez mais empenhadas em construir uma rotina mais leve, a fim de diminuir os índices de doenças como o estresse e a síndrome de burnout (esgotamento profissional).
 

O ambiente corporativo pode ser muito prejudicial à saúde das pessoas, e o estresse gerado por uma rotina sufocante pode desencadear uma série de doenças emocionais, entre elas, a síndrome de burnout, caracterizada pela exaustão emocional e pela avaliação negativa de si mesmo.
 

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As pessoas que ocupam cargos altos dentro das instituições são significativamente afetadas pelas doenças mentais causadas pelo trabalho. Todavia, funcionários em geral sofrem com o estresse em seu dia a dia, e isso pode ser um dos causadores de um quadro de ansiedade ou depressão.
 

Especialistas indicam que, até 2030, a depressão pode chegar a números preocupantes. Por isso, órgãos do mundo todo estão se mobilizando para promover a conscientização e mudanças que possam ser significativas para o bem-estar dos indivíduos.
 

A síndrome de burnout na pandemia  
 

Ainda não sabemos quais serão as consequências da pandemia do coronavírus em nossa saúde mental, já que ainda estamos enfrentando os desafios do distanciamento social. Contudo, é possível dizer que, por causa do isolamento, podemos enfrentar um aumento nos casos de síndrome de burnout.
A síndrome de burnout é mais comum do que imaginamos. Esse estresse emocional pode ser causado também pela interação com outras pessoas do ambiente de trabalho.

Entre seus sintomas, estão:
 

•    Agressividade.
•    Solidão.
•    Frustração.
•    Esquecimento.
•    Despersonalização.
•    Falta de realização pessoal.
•    Dores de cabeça.
•    Problemas digestivos.
•    Cansaço emocional.
•    Alterações no apetite.
•    Resfriados constantes.
•    Fadiga.
•    Dificuldades de concentração.
•    Problemas de pele.
•    Vazio mental.

 

O que pode ser feito para superar os efeitos do isolamento em nossa saúde mental
 

Primeiro é importante ressaltar que é possível e recomendado procurar a ajuda de um profissional de psicologia ou psiquiatria para enfrentar os desafios que a pandemia impôs em seu cotidiano. Quando assumimos que podemos estar enfrentando um problema, fica mais fácil pedir ajuda e começar um tratamento.
 

O diagnóstico precoce sempre é a melhor solução para tratar qualquer tipo de doença, seja ela física ou mental. Por isso, não hesite em procurar ajuda médica para tratar os seus desconfortos emocionais. Contudo, temos algumas dicas que podem ajudar você a amenizar os desconfortos causados pelo esgotamento profissional.
 

•    Não deixe que seus dias sejam sobrecarregados. Administre seu tempo da melhor forma possível.
•    Como você está lidando com os seus problemas? Repense e reflita sobre eles e tente adotar uma postura diferente no enfrentamento desses desafios.
•    Defina e foque em suas prioridades do dia. Lembre-se: um passo de cada vez.
•    A vida é feita de momentos bons e ruins, por isso, haverá muitas situações que irão nos frustrar. É preciso lidar com o sentimento de frustração da melhor forma possível, pois, dessa forma, não sobrecarregaremos nossas emoções e conseguiremos sair de situações problemáticas do melhor jeito.
•    Gerencie seus relacionamentos da melhor forma possível. Tente equilibrar os círculos sociais pelos quais você transita.

 

A síndrome de burnout é facilmente tratada, e é importante que possamos falar sobre o assunto no ambiente corporativo. Assim, ajudamos a construir um mercado profissional saudável, com bem-estar e pessoas preparadas emocionalmente para lidar com os desafios e as adversidades.