O papel do psicopedagogo no contexto escolar

O papel do psicopedagogo no contexto escolar

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Uma aluna de 12 anos tem uma crise de ansiedade durante a aula. Ela chora e treme sem conseguir se controlar. A professora, sem condições de atender a aluna e ainda administrar os outros 20 alunos, pede ajuda à pedagoga. Na mesma escola, a professora de Ciências não sabe mais como lidar com vários alunos que apresentam sérios problemas de aprendizagem. Eles têm grande dificuldade de concentração e de aprendizado, e a professora está cansada, esgotada, a ponto de desistir.
 
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Alguns alunos têm pais muito permissivos, e outros, pais extremamente rígidos. Grande parte deles fica mais de dez horas por dia com celular ou tablet em mãos, inclusive consumindo vídeos e videogames inadequados para a idade. 
 
 
 
Tudo isso resulta em desafios cada vez mais complexos para os professores e a equipe pedagógica. Esse cenário faz com que qualquer pessoa que leia o título deste texto só tenha dúvidas da grande importância desse profissional no contexto escolar se estiver muito desconectado da realidade.
 
Trajetória histórica e conceituação da Psicopedagogia
 
A Psicopedagogia surgiu na Europa no século XIX e recebeu uma conotação claramente patológica, pois o objetivo, na época, era entender as influências de origem orgânica responsáveis pelo insucesso escolar. Já no século XX, ela recebeu enfoque curativo, o qual era caracterizado pela ação terapêutica no tratamento de crianças com problemas de aprendizagem.
 
A pedagoga e mestra em Ciências Ambientais, Taiane Aparecida Ribeiro Nepomoceno, escreveu num artigo para a Revista de Educação Pública que os primeiros centros psicopedagógicos foram criados em 1946, e a Psicopedagogia, que começou a ser difundida no Brasil na década de 1970, teve os primeiros cursos de especialização lato sensu na década de 1990.
 
Pensava-se que os problemas de aprendizagem eram causados por fatores orgânicos e, por isso, eram entendidos como uma disfunção neurológica, conhecida como disfunção cerebral mínima (DCM). Foi no início dos anos 1980 que surgiram novas especulações sobre o fracasso escolar, e os problemas de aprendizagem passaram a ser entendidos como resultado das falhas no processo de ensino.
 
Hoje, a Psicopedagogia no Brasil é uma área interdisciplinar que abrange diversos campos, como psicologia, pedagogia, epistemologia, fonoaudiologia, psicanálise, neurociência, medicina, entre outros.
 
Como é uma área do conhecimento ampla e recente, ainda não se tem uma definição universal, mas a Psicopedagogia pode ser entendida como uma ciência que propõe buscar uma resposta para os conflitos na aprendizagem e resgatar a vontade de aprender, observando quais fatores contribuem, ou não, para o processo de ensino-aprendizagem.
 
Como diz Nádia Bossa, autora de “A Psicopedagogia no Brasil”, o campo de ação da Psicopedagogia pretende desconstruir o fracasso escolar por meio da análise e do entendimento das dificuldades apresentadas pelos indivíduos no processo de construção do seu conhecimento e de efetivação da aprendizagem significativa. 
 
Isso faz com que a especialização em Psicopedagogia seja uma das melhores ferramentas à disposição de professores, pedagogos e psicólogos. Tudo indica que profissionais com esse conhecimento serão cada vez mais necessários.
 
É por isso que a USCS - Universidade Municipal de São Caetano do Sul traz até você a Pós-Graduação em Psicopedagogia Institucional e Clínica. Um curso completo que vai capacitar você para quaisquer desafios de aprendizagem, os de agora e os de amanhã.