Arteterapia como suporte na reabilitação de pacientes pós-AVC

Arteterapia como suporte na reabilitação de pacientes pós-AVC

Arteterapia como suporte na reabilitação de pacientes pós-AVC
O Acidente Vascular Cerebral (AVC) é uma das condições que mais demandam intervenções multidisciplinares complexas para a recuperação de sequelas motoras e cognitivas.
 
Nesse contexto, a arteterapia como suporte na reabilitação de pacientes pós-AVC destaca-se como uma prática terapêutica integrativa que utiliza a expressão artística para estimular a recuperação funcional, estimulando a plasticidade cerebral e permitindo que a reabilitação neurológica ocorra em um ambiente de criação e ressignificação pessoal
 
Ao unir o processo criativo ao cuidado clínico, profissionais de saúde e artes conseguem oferecer um caminho de reabilitação que vai além do aspecto físico, atingindo as dimensões psíquica e social do indivíduo.
 

Estímulo à neuroplasticidade

A neuroplasticidade é a capacidade do sistema nervoso de moldar-se a novos estímulos e reorganizar conexões após lesões cerebrais, onde a arteterapia consegue atuar como catalisadora para este processo, pois exige a ativação integrada de diversas áreas do córtex.
 
Ao manipular diferentes texturas, cores e ferramentas, o paciente é desafiado a exercitar a percepção visual e a coordenação motora fina, fundamentais para a retomada da autonomia. Conheça os benefícios que o estímulo de cada atividade artística promove nas áreas cerebrais:
  • Pintura e desenho: estimulam o controle muscular do braço e da mão, além de trabalharem a atenção sustentada e o planejamento espacial.
  • Modelagem (argila): fortalece a musculatura intrínseca das mãos e oferece um feedback sensorial tátil intenso, importante para a recuperação da sensibilidade.
  • Colagem: auxilia na organização do pensamento lógico e na tomada de decisão rápida sobre formas e cores.
 
Diferente de exercícios repetitivos mecânicos, a criação artística envolve a intenção e a emoção, o que torna o disparo neural mais robusto. Essa estimulação multissensorial ajuda a criar rotas alternativas no cérebro, compensando as funções comprometidas pela lesão vascular.
 
 

Expressão emocional e resgate da identidade

Um dos maiores desafios pós-AVC é o impacto na saúde mental, frequentemente marcado por quadros de depressão, ansiedade e perda de autoimagem. Nesse contexto, a arteterapia se impõe, oferecendo um canal de comunicação não verbal, essencial para aqueles que enfrentam dificuldades na fala ou na articulação de pensamentos complexos, uma vez que a produção artística funciona como uma ponte, que possibilita ao paciente que expresse frustrações e medos sem a pressão da linguagem oral.
 
Uma das etapas mais importantes desse processo será a reconstrução da identidade, pois, frequentemente, o indivíduo tende a ser visto e entendido apenas como um “paciente com sequelas”. Assim, a prática artística subverte tal lógica ao colocá-lo no papel de criador, onde, ao produzir algo novo e esteticamente significativo, o sujeito irá resgatar partes de sua personalidade que não foram atingidas pela doença, facilitando a aceitação da nova realidade e a reconstrução psíquica necessária para o convívio social.
 
 

Fortalecimento da autoestima e motivação na reabilitação

A jornada de recuperação de um AVC é longa e, muitas vezes, desmotivadora devido à lentidão dos resultados visíveis. A arteterapia, portanto, atua como um reforço positivo constante, onde cada obra concluída representa uma vitória tangível, um símbolo de competência que combate a sensação de incapacidade, gerando um engajamento ativo em todo o tratamento multidisciplinar.
 
O bem-estar gerado pela experiência estética libera neurotransmissores associados ao prazer, como a dopamina, que auxiliam na redução do estresse e na melhora do humor, potencializando a resposta do corpo às outras terapias, como a fisioterapia e a fonoaudiologia.
 
O indivíduo, ao perceber que é capaz de aprender novas técnicas e produzir beleza apesar das limitações, desenvolve, portanto, a resiliência necessária para enfrentar as etapas mais árduas do processo de reabilitação.
 
 

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