A videoconferência em um período de pandemia

A videoconferência em um período de pandemia

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Nesse momento tão delicado que estamos passando, é normal optarmos por outras alternativas para manter os encontros sociais e profissionais. Assim, durante esse período de pandemia, as videoconferências têm sido uma ferramenta importantíssima. É claro que essa ferramenta não substitui os encontros presenciais, mas será que ela tem o mesmo efeito psicológico e fisiológico?
 

Em uma pesquisa realizada pela Tampere University, da Finlândia, os cientistas compararam as reações do nosso corpo ao realizar uma videoconferência. Para chegar a uma conclusão, foram dispostas três situações: interação pessoal, chamada de vídeo e um momento em que a pessoa está apenas assistindo a um vídeo.

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Durante o estudo, foi analisada a ativação dos músculos faciais, que demonstra se aquela experiência está ou não sendo positiva, e as alterações na pele, que refletem a ativação do sistema nervoso autônomo, que indica afeto.
 

O mais interessante é que os efeitos do contato visual durante uma videochamada são positivos e importantes, e foi percebido no estudo um estímulo no sistema nervoso autônomo quando havia esse tipo de troca. Quando a pessoa era levada para um momento em que só assistia a um vídeo, a mesma reação não foi percebida.
 

Mesmo que a pesquisa tenha indicado que o contato por meio desse tipo de ferramenta seja positivo e útil, isso não quer dizer que o nosso sistema nervoso autônomo responderá adequadamente, já que, para isso, é preciso ter uma troca de olhares. A câmera, muitas vezes, não permite que haja uma troca desse tipo, pois, quando estamos usando esses mecanismos, fica fácil desviar o nosso olhar, diferentemente dos efeitos das reuniões presenciais.  Para acontecer o estímulo, é preciso ter o contato visual direto, caso contrário, o nosso sistema nervoso autônomo pode não responder como o esperado.
 

FONTE: https://valor.globo.com/carreira/noticia/2020/04/28/reuniao-virtual-nao-elimina-poder-do-contato-visual.ghtml