Como empreender em Podiatria Clínica?

Como empreender em Podiatria Clínica?

Como empreender em Podiatria Clínica?
Na enfermagem moderna, a autonomia técnica é amplamente acompanhada pela capacidade de gestão e, dentro desse cenário, a podiatria clínica emerge enquanto uma vertente rentável, com alta demanda por soluções focadas na prevenção de complicações sistêmicas, colaborando para que o profissional estabeleça sua atuação no mercado de saúde suplementar.
 
Entretanto, saber empreender em Podiatria Clínica exige, além do domínio clínico sobre onicopatias e tratamentos complexos, a compreensão de pilares estruturais que envolvem planejamento de negócios, inovação e conformidade normativa com os conselhos de classe.
 
A estruturação de um consultório ou serviço de atendimento domiciliar em podiatria clínica representa uma resposta direta à necessidade de assistência qualificada, oferecendo ao enfermeiro a oportunidade de liderar processos de cura e manutenção da saúde tegumentar com maior liberdade profissional.
 

Programa de capacitação e inovação para enfermeiros-podiatras

Iniciativas como o Programa de Iniciação ao Empreendedorismo (PIE), fruto da parceria entre o Nursepro e o SEBRAE-RS, servem como modelo para profissionais que buscam transformar o conhecimento técnico em um modelo de negócio sustentável.
 
Esse suporte foca no aprimoramento de habilidades socioemocionais e na identificação de oportunidades, permitindo que a abertura de uma clínica seja baseada em dados reais e necessidades locais.
 
Para o enfermeiro podiatra, adaptar essas estratégias envolve a seleção criteriosa de
nichos de atuação, sendo os principais segmentos com alta taxa de retorno incluem:
  • Atendimento ao pé do paciente diabético: segmento de alta demanda e impacto social, focado na prevenção de amputações.
  • Podogeriatria: cuidados especializados para a população idosa, visando mobilidade e conforto.
  • Tratamento de onicocriptoses: resolução de unhas encravadas e outras patologias ungueais com técnica anestésica permitida.
  • Atendimento domiciliar (home care): modelo de baixo custo operacional e alta personalização.
 
A validação do serviço ocorre por meio da prototipagem, onde o profissional testa fluxos de atendimento e tabelas de preços antes de realizar investimentos de grande porte em infraestrutura física.
 
 

Marketing e gestão ética para clínicas de podiatria

A construção de uma presença digital é indispensável para a consolidação de qualquer serviço de saúde na atualidade, como apontado em estudos da UFPA, que indicam que o empreendedorismo digital na saúde deve ser estruturado sobre a lógica dos "4 Ps" do marketing (produto, preço, promoção e praça). No contexto da podiatria, isso significa:
  • Definir os procedimentos
  • Estabelecer valores condizentes com a complexidade técnica
  • Escolher os canais de divulgação
  • Determinar o alcance geográfico do atendimento
O uso de redes sociais por enfermeiros podiatras deve ser pautado pela responsabilidade e pelo caráter educativo, como por exemplo a divulgação de conteúdos sobre a prevenção de úlceras plantares ou cuidados diários, que irá gerar autoridade técnica.
 
No entanto, é fundamental respeitar as normas vigentes:
  • Código de Ética da Enfermagem: proíbe a mercantilização excessiva e o sensacionalismo.
  • Resoluções do Cofen: regulam a publicidade e os limites do anúncio de tratamentos e equipamentos.
  • Segurança do paciente: o foco da comunicação deve ser sempre a promoção da saúde.
Uma gestão eficiente também contempla a organização administrativa, envolvendo tarefas que garantem a longevidade do negócio, tais como manter prontuários eletrônicos atualizados, organizar o estoque de insumos estéreis e gerir o fluxo de caixa. Assim, o equilíbrio entre o marketing responsável e a gestão operacional rigorosa permite que a clínica se torne uma referência de confiança na comunidade.
 
 

Intraempreendedorismo em instituições de saúde

Nem todo movimento empreendedor exige a abertura de uma empresa própria, uma vez que o conceito de “intraempreendedorismo” refere-se à capacidade de inovar dentro de organizações já estabelecidas, como hospitais, Unidades Básicas de Saúde (UBS) e centros ambulatoriais.
 
Para o enfermeiro podiatra, o intraempreendedorismo se traduz na proposição de novas rotinas assistenciais, criação de fluxos de triagem para pés em risco e implementação de comissões de curativos.
 
Essa prática fortalece a autonomia profissional ao demonstrar resultados mensuráveis, pois, ao reduzir o tempo de internação por meio de um manejo podiátrico preventivo, o enfermeiro agrega valor direto ao sistema de saúde.
 
Desta forma, a abordagem permite ao especialista exercer sua liderança técnica sem os riscos financeiros de um negócio próprio, onde o foco recai sobre a otimização de recursos e a melhoria contínua dos processos.
 
 

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