Religião e espiritualidade na psicoterapia junguiana

Religião e espiritualidade na psicoterapia junguiana

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Várias declarações de Jung dão grande importância para a dimensão religiosa e para a espiritualidade. Ele disse, por exemplo, que pessoas extremamente materialistas “encontram-se, em geral, confinadas a horizontes espirituais muito limitados”.  Quando questionando acerca da existência de Deus, respondeu que ele não precisava acreditar na existência de Deus porque o seu trabalho havia provado empiricamente que o “padrão de Deus” existia em cada homem.
 
De acordo com o psiquiatra suíço, “esse padrão é a maior energia transformadora de que a vida é capaz de dispor ao indivíduo” — e conclui dando uma indicação do objetivo do seu trabalho — “encontre esse padrão em você mesmo e a vida será transformada”.
 
No entanto, não é necessário pertencer ou praticar nenhuma religião para ser um analista junguiana ou para se submeter ao processo analítico.
 
O psicólogo e Dr. Waldemar Magaldi diz que, por mais paradoxal que pareça,  “é mais fácil encontramos nas pessoas ‘desencaixadas’ de qualquer sistema religioso as atitudes religiosas verdadeiras e com forte atuação espiritualista diante da vida”.