CINDRA aprova responsabilidade do setor privado em desastres ambientais

CINDRA aprova responsabilidade do setor privado em desastres ambientais

CINDRA aprova responsabilidade do setor privado em desastres ambientais
Foi aprovado pela Comissão de Integração Nacional, Desenvolvimento Regional e da Amazônia da Câmara dos Deputados (CINDRA) a proposta que modifica o Estatuto de Proteção e Defesa Civil (Lei 12.608/12), responsabilizando o setor privado em desastres ligados a atividades a ele relacionadas. Assim, a empresa implicada deverá tomar providências imediatas, ainda que não tenha causado o incidente.

O texto aprovado, que substitui o Projeto de Lei 5602/16, do deputado Helder Salomão (PT-ES), também prevê que as empresas devem prestar socorro às vitimas, emitir alertas, garantir moradia aos que ficarem desabrigados e reparar os danos civis e ambientais decorrentes do desastre.

De acordo com o deputado Ságua Mores (PT-MT), a tragédia ambiental de Mariana (MG), em 2015, foi um dos fatores decisivos para tal aprovação. “O desastre de Mariana evidencia que a defesa civil deve estabelecer as obrigações dos empreendedores e induzi-los a assumir responsabilidades sobre medidas preventivas, de resposta e de recuperação, independentemente da existência de culpa”, declarou Mores.

O projeto também amplia o cadastro de municípios com áreas de risco, possibilitando a inclusão de qualquer local com ameaça de desastres ambientais. O anterior previa apenas o cadastro de regiões sob o risco de desastre hidrológico. 
A proposta (PL-5602/2016) agora será analisada de maneira conclusiva pela Comissão de Finanças e Tributação e pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania, da Câmara dos Deputados.