Dificuldades de aprendizagem: como identificar e tratar

Dificuldades de aprendizagem: como identificar e tratar

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Todos os alunos aprendem de forma diferente. Alguns aprendem de forma rápida e fácil, enquanto outros precisam de mais tempo e apoio para acompanhar o conteúdo.

As dificuldades de aprendizagem podem afetar uma variedade de habilidades, incluindo leitura, escrita, matemática, atenção e comportamento. Portanto, é essencial estar atento aos sinais de dificuldades de aprendizagem e saber como tratá-los.

No artigo de hoje, abordaremos as nuances das dificuldades de aprendizagem, buscando não apenas identificar os sinais que as revelam, mas também compartilhar estratégias eficazes para oferecer o suporte necessário.

Boa leitura!

O que são dificuldades de aprendizagem?

Dificuldades de aprendizagem são desafios persistentes enfrentados por alguns indivíduos ao adquirir, processar ou expressar informações, impactando seu desempenho acadêmico.

Essas dificuldades não estão ligadas à falta de inteligência ou motivação, mas sim a diferenças no processamento cerebral. Muitas vezes, inclusive, os alunos têm habilidades cognitivas normais ou acima da média.

Existem diversas formas de dificuldades de aprendizagem, que afetam habilidades como:

  • leitura;

  • escrita;

  • raciocínio matemático;

  • compreensão;

  • organização de informações.

Com suporte, estratégias pedagógicas específicas e intervenções personalizadas, os indivíduos podem desenvolver estratégias compensatórias e alcançar o sucesso acadêmico e pessoal.

Identificar precocemente essas dificuldades e aplicar abordagens inclusivas são passos fundamentais para promover um ambiente educacional mais igualitário e enriquecedor.

Quais são os tipos de dificuldades de aprendizagem?

Os tipos de dificuldades de aprendizagem abrangem uma variedade de desafios que impactam diferentes habilidades acadêmicas. Entre os principais tipos estão:

Dislexia

A dislexia é um transtorno específico de aprendizagem que afeta a capacidade de uma pessoa ler, escrever e pronunciar palavras. As pessoas com dislexia geralmente têm dificuldade para decodificar palavras, apresentando dificuldade para associar letras a sons. Isso pode dificultar a leitura de palavras novas, a compreensão de textos e a escrita de palavras corretamente.

A dislexia é um transtorno de origem neurobiológica, ou seja, causada por um problema no funcionamento do cérebro. No entanto, a causa exata da dislexia ainda não é totalmente compreendida.

Os sintomas da dislexia podem variar de pessoa para pessoa, mas geralmente incluem:

  • dificuldade para ler palavras novas;

  • dificuldade para entender o significado de palavras;

  • dificuldade para soletrar palavras corretamente;

  • dificuldade para escrever palavras de forma legível;

  • dificuldade para compreender textos.

Disgrafia

Também de origem neurobiológica, a disgrafia é um transtorno específico de aprendizagem que afeta a capacidade de uma pessoa escrever de forma clara e legível. As pessoas com disgrafia geralmente têm dificuldade para controlar os movimentos necessários para formar as letras, levando a uma caligrafia ilegível, erros ortográficos e problemas com a organização das ideias.

Os sintomas da disgrafia podem variar de pessoa para pessoa, mas geralmente incluem:

  • caligrafia ilegível;

  • erros ortográficos frequentes;

  • problemas com a organização das ideias ao escrever;

  • dificuldade para seguir instruções escritas;

  • dificuldade para escrever em velocidade.

Discalculia

A dificuldade em Matemática pode ser muito mais do que uma simples “falta de jeito” para a matéria. Pode se tratar da discalculia, um transtorno neurobiológico de aprendizagem que afeta a capacidade de uma pessoa entender e usar números.

As pessoas com discalculia geralmente têm dificuldade com conceitos matemáticos básicos, como números, operações e raciocínio.

Os sintomas da discalculia podem variar de pessoa para pessoa, mas geralmente incluem:

  • dificuldade para entender números;

  • dificuldade para realizar operações matemáticas básicas;

  • dificuldade para entender conceitos matemáticos mais complexos, como frações, equações e geometria;

  • dificuldade para resolver problemas matemáticos.

Dislalia

O personagem clássico Cebolinha, da Turma da Mônica, é conhecido por trocar os “erres”, condição caracterizada como dislalia. Trata-se de um distúrbio da fala caracterizado pela dificuldade em articular os sons da língua, no qual as pessoas podem trocar, omitir ou distorcer os sons.

Sua origem pode ser tanto por fatores biológicos, como problemas com a musculatura da fala, como a língua, os lábios ou a mandíbula, por fatores ambientais, como exposição a um ambiente ruidoso ou com poucas oportunidades de ouvir a fala correta, ou ainda fatores psicológicos, como ansiedade ou timidez.

Os sintomas da dislalia podem variar de pessoa para pessoa, mas geralmente incluem:

  • dificuldade para pronunciar certos sons;

  • substituição de sons por outros;

  • omissão de sons;

  • distorção de sons.

Disortografia

Com origem neurobiológica, a disortografia afeta a capacidade de uma pessoa escrever corretamente. As pessoas com disortografia geralmente têm dificuldade em aplicar as regras ortográficas, o que pode levar a erros de grafia, pontuação e concordância.

Os sintomas da disortografia podem variar de pessoa para pessoa, mas geralmente incluem:

  • erros de grafia frequentes;

  • erros de pontuação;

  • erros de concordância;

  • dificuldade para escrever palavras novas;

  • dificuldade para escrever textos organizados.

 

Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH)

O Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) é um transtorno neurobiológico caracterizado por sintomas como falta de atenção, inquietação e impulsividade. Aparece na infância e pode acompanhar o indivíduo por toda a vida.

 

Os sintomas de TDAH podem variar de pessoa para pessoa, mas geralmente incluem:

 

  • Falta de atenção: dificuldade em manter o foco em tarefas, distração fácil, dificuldade em seguir instruções, dificuldade em concluir tarefas, desorganização, esquecimento.

  • Hiperatividade: agitação motora, inquietude, dificuldade em ficar parado, fala excessiva, dificuldade em controlar impulsos.

Como ajudar alunos com dificuldades de aprendizagem?

Ajudar alunos com dificuldades de aprendizagem requer uma abordagem cuidadosa e personalizada. Confira algumas estratégias eficazes:

1 - Avaliação individualizada: realizar avaliações específicas para identificar as áreas de dificuldade de cada aluno, permitindo um plano de suporte personalizado.

2 - Adaptações no ensino: implementar técnicas pedagógicas diferenciadas, utilizando recursos visuais, auditivos e táteis para atender às diversas formas de aprendizagem.

3 - Intervenção precoce: identificar e intervir nas dificuldades o mais cedo possível, garantindo que os alunos recebam suporte adequado desde o início de seus desafios.

4 - Colaboração entre profissionais: estabelecer uma comunicação eficaz entre professores, psicólogos escolares, pais e outros profissionais para criar um plano abrangente de suporte ao aluno.

5 - Incentivo à autoestima: reforçar as habilidades e conquistas individuais, promovendo um ambiente positivo que incentive a confiança e a autoestima.

6 - Uso de tecnologia educacional: integrar ferramentas tecnológicas que ofereçam suporte ao aprendizado, como softwares educacionais adaptativos e recursos online.

7 - Apoio emocional: reconhecer as necessidades emocionais dos alunos e lidar com elas, promovendo um ambiente seguro e acolhedor.

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Crianças e adolescentes que enfrentam dificuldade de aprendizagem podem ter diversas esferas de suas vidas afetadas. Por isso, um acompanhamento profissional de qualidade é essencial quando alguma dificuldade é detectada.

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