Caso de superação: A história de quem venceu o câncer de mama.


Postado em 18/10/2017



Em dezembro de 2012 fui diagnosticada com Câncer de Mama, e por mais que eu deseje esquecer, não consigo... Existem marcas em meu corpo que me fazem lembrar a todo instante que um tumor maligno certo dia fez morada em mim. Receber este diagnóstico aos 28 anos foi um susto. Aparentemente não fazia parte de nenhum dos grupos de risco, descendência genética não havia e levava uma vida de atleta com treinamento físico e alimentação regrada, mas, era mulher e isso já é um fator de risco.

Nosso corpo é formado por bilhões de células que constituem nossos tecidos e órgãos, essas células são substituídas periodicamente. E por alguma razão desconhecida, essas células podem ser substituídas por células anormais que crescem de forma descontrolada, formando uma massa palpável (nódulo), ou seja um tumor.

Existem dois tipos de tumores de mama: benigno (não é câncer) que são formados por células que não tem a capacidade de romper os tecidos da mama e os malignos (câncer) que são formados por células que se multiplicam rapidamente e podem invadir os vasos linfáticos, os vasos sanguíneos e outras partes do corpo. No meu caso, era um tumor maligno e media milímetros, mas não podia perder tempo. Meu corpo havia colapsado e eu precisava agir. Consegui uma vaga no AC Camargo e imediatamente comecei o tratamento. Realizei primeiro a cirurgia (quadrantectomia), depois 16 sessões de quimioterapia e 30 sessões de radioterapia.

O diagnóstico precoce aumenta a possibilidade de cura, por isso a importância do autoexame feito nas mamas, e se notar qualquer alteração procure imediatamente um médico, somente exames clínicos confirmarão o diagnóstico. Eu ainda pontuo, se toque. Se toque de dentro pra fora, conheça seu corpo, esteja atento a ele, não tenha apenas uma alimentação saudável, mas pensamentos saudáveis. Cuide também das suas emoções. Pratique atividade física não apenas por estética, mas para se conectar e se conhecer.

2013 foi um ano dedicado a minha cura, um período difícil e de muito aprendizado. Foi como uma tempestade que passou e levou embora todas as minhas certezas, meu corpo adquiriu novas formas, meus cabelos caíram, eu sentia medo, tristeza, angustia.

Eu assumi a responsabilidade da cura, assumindo um compromisso fiel e amoroso comigo mesma, e aos poucos fui reconhecendo a minha força interior, a minha beleza natural, os meus sonhos, desejos e meus verdadeiros valores. Me tornei aprendiz da “ciência da paz”, a paciência e também da coragem, “coração age”. Confiei e tive fé, “fiei com” o mistério.

Não sei se morte e vida são antônimos, mas sinto que caminham lado a lado, a existência de um valida a do outro. O que penso da morte? É uma possibilidade, como viver também é! Muitos vivem sem viver e outros morrem sem morrer, ficam livres em nossas lembranças e presentes em nossas quietudes.

A vida é um eterno pulsar, um movimento constante de contração e expansão... Me resta dançar a vida, já que por aqui este tal de Câncer dançou!

 

Marília Costa

 

 

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