“Tratamento para a cura gay é retrocesso para o país”, diz psicóloga Márcia Cortez


Postado em 19/09/2017



A Justiça Federal do Distrito Federal autorizou nesta segunda-feira, 18, que psicólogos ofereçam tratamentos contra a homossexualidade. A medida impossibilita que o Conselho Federal de Psicologia (CFP) proíba psicólogos de tratarem o caso como doença. 
 
Em nota, a CFP – que desde 1999 proíbe tratamentos de reversão sexual -, informou que irá recorrer. 
 
Para Márcia Cortez, psicóloga e professora de Pós-graduação na USCS (Universidade Municipal de São Caetano do Sul), a decisão da justiça é um retrocesso para o país, sendo que até mesmo a Organização Mundial de Saúde não considera a orientação sexual uma doença. “Como psicóloga clínica, assisto esta decisão com indignação e temor. Considero um retrocesso, já que desde 1999 o CFP aprovou a resolução 01/99, no qual proíbe que tratamento de reversão sexual seja utilizado por psicólogos”, desabafa. 
 
A especialista afirma que a cura gay não é possível, pois não se trata de uma doença. De acordo com Márcia, o que pode ser tratado por meio da psicoterapia “são os conflitos e sofrimentos psíquicos gerados a partir da condição sexual do indivíduo”. 
 
A questão precisa ser refletida e debatida pela sociedade de forma consciente. “Como disse Freud em 1935, em resposta à carta de uma mãe, cujo filho era homossexual, ‘não podemos abolir a homossexualidade e colocar no lugar a heterossexualidade. Se é infeliz, se vive dilacerado por seus conflitos, a análise pode lhe trazer harmonia e tranqüilidade mental’”, completa a professora.
 
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