Introdução as Neurociências / Neuroanatomia


Postado em 05/07/2018



O professor Matheus Milan Ferreira, um dos docentes do curso de especialização em Neuropsicologia nos concedeu uma breve entrevista sobre uma de suas aulas. O assunto da vez foi Introdução as Neurociências / Neuroanatomia.
 

Além de dar um panorama sobre a disciplina, o professor ainda nos explicou a importância da matéria para um profissional que está fazendo a pós em Neuropsicologia.
 

Leia a entrevista completa:
 

1 - Qual é a importância da aula de INTRODUÇÃO AS NEUROCIÊNCIAS/ NEUROANATOMIA para o profissional da área?
 

Prof. Matheus Milan - Tudo o que você pensa em fazer no seu dia, tudo o que você sente durante o seu dia, seja alegria, raiva, tristeza, carinho, ou escolhas que irá fazer, como “até que horas irei trabalhar hoje?”, “o que vou fazer para o jantar?”, “preciso encontrar uma solução para aquele problema no trabalho”, “aquele paciente não está tendo uma atenção direcionada por muito tempo naquela determinada tarefa, preciso fazer algo”, são processos que ocorrem dentro da sua cabeça, dentro da sua caixa craniana. Isto pode soar um pouco óbvio, mas, como costumo dizer em minhas aulas, o óbvio muitas vezes precisa ser dito.
E é neste sentido que as neurociências, mais especificamente a neuroanatomia torna-se interessante, pois a partir do momento que o profissional da área da saúde começa a entender como esses processos mentais, emocionais ou comportamentais ocorrem, o ser humano começa a se tornar mais compreensível. Mas isso não significa a compreensão perfeita do indivíduo, pois o comportamento, as emoções, o cérebro humano, são conhecimentos complexos. Entretanto, é mantendo essa complexidade e interesse no entendimento que o assunto se torna encantador, pois o profissional começa a absorver percepções que, antes de conhecer a neuroanatomia, não tinha a menor ideia de como entender, por exemplo, uma atenção sustentada acontece, uma patologia reflete em determinado comportamento ou quais áreas cerebrais estão envolvidas em um processo decisório.
Portanto, conhecer afundo as regiões cerebrais e suas relevâncias no comportamento humano, torna o profissional mais habilitado e qualificado para trabalhar com segurança e ajudar a transformar a vida daquelas pessoas que precisam deste conhecimento.

 

2 - Como que é o processo de estudo sobre a Neurociência? O que é estudado e como o profissional usa esse conhecimento em seu dia a dia?
 

Prof. Matheus Milan - Com os avanços das tecnologias e das descobertas neurocientíficas, a neurociência vem ganhando bastante evidência nos dias atuais. De maneira bem direta e simples, a neurociência é o campo de estudo que procura entender como o sistema nervoso funciona. Nesse sentido, ela pode ser dividida em várias ramificações, isto é, vários outros campos que se encarregam, de maneira mais aprofundada, buscar entender especificamente a funcionalidade de determinada molécula, célula, área ou comportamento.
Por exemplo, podemos encontrar a Neurociência Molecular, onde que seu principal objetivo é a compreensão das interações das diversas moléculas de importância funcional no sistema nervoso. Também podemos ter a busca pelo entendimento dos aspectos funcionais, o que chamamos de Neurofisiologia. Entretanto, quando apresentamos uma busca pela abordagem morfológica, estamos lidando com a Neuro-histologia ou Neuroanatomia.
São “fragmentos” de campos de estudos que facilitam a compreensão do estudo do sistema nervoso. Assim, o profissional pode buscar apoio e evidências científicas em áreas especificas que estejam relacionadas com o problema, trauma ou distúrbio de interesse do profissional.

 

3 - A neuroanatomia visa estudar a organização anatômica do sistema nervoso, correto? O psicólogo precisa estudar esse campo por que?
 

Prof. Matheus Milan - Exatamente. Com o interesse e a dedicação do psicólogo em buscar o entendimento da anatomia cerebral, ele poderá ter uma visão mais abrangente de como o sistema nervoso funciona e como ele influência no funcionamento do organismo humano em todos os aspectos. Além disso, com uma base de conhecimentos neuroanotômicos, o psicólogo deve procurar trabalhar em conjunto com outros profissionais de áreas distintas, mas relacionadas com o problema do paciente, pois com uma equipe multidisciplinar, o paciente terá um tratamento muito mais eficaz e seguro.
 

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